A morte é uma criança
Na mão de quem somos brinquedo
Por vezes quebrados ao primeiro
toque,
Por vezes esquecidos no fundo de
um baú.
O brinquedo favorito
Em alguns casos logo tem os braços
Pernas ou cabeça arrancados.
Há vezes em que ela,
Como em um livro de colorir,
Pinta-nos de branco os cabelos.
Em outras, tira-nos fio a fio.
Marca-nos o rosto, a testa,
Com nossas alegrias e
preocupações;
Encarquilha-nos a pele
Como massa de modelar;
Atira-nos fora por não mais lhe
agradar
Ou por pura malcriação.
Mas, no fundo, é por diversão!
Deixe ela se distrair.
Para que condená-la, maltratá-la?!
Brinquedos ela tem tantos!
E afinal, não sabe o que faz.
É somente uma criança!
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