Tentar
ser poeta foi talvez
O
maior dos fardos que 'aceitei',
Pois
foi o silêncio que se fez
As
mais belas palavras que pronunciei.
Nessa
recaída do eu mais íntimo
Não
posso esconder que não estou
Mas,
sim sou tristeza. Ínfimo
Na
Vida e Poesia.
As
palavras, aprendi cedo
Porém,
falar eu nunca pude.
No
da solidão lento degredo
Meti-me
ignorante, inocente e rude.
Não
há tempo para a alma,
Por
isso o pretérito é mais que presente
E
a dor, sorrateira, serena, calma,
Tão
sem motivos que ninguém pressente,
Cresce
e se expande e acumula.
De
meu nariz o perfume,
De
meus olhos as cores
Foram
todas roubadas.
A
música silenciou...
Este
pobre poema sem criatividade
Que
não é inovador no tema ou na forma,
Que
não acrescenta,
Que
é irregular, inconstante,
Que
conclui sem explicar,
Que
não espera nada,
Que
não basta a si mesmo,
Mas
nada pode vir a bastá-lo,
É
minha alma.
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