Não
Anelise,
Não
morre o poeta triste.
Apenas
há dificuldade
De
escrever sem ser clichê
Mas
o tempo ainda corrói
E
quando passa leva embora
-
mas não em boa hora -
O
que fomos nós.
Cada
um o seu.
Carrega-nos
os sonhos
E
deixa-nos exposta
A
pele ressequida,
As
rugas que anseiam nascer.
Porém,
agora se compreende melhor.
Não
quero por completo
Abandonar
a tristeza,
Pois
é de sentimentos que sou feito.
Todos
eles.
Ainda
caem, fina e persistente,
Como
recém passada a frente fria,
A
lembrança, os desejos impossíveis.
Acabou
a torrencial,
Só
que ainda continua
A
discretamente se estilhaçar ao chão
Em
algum lugar,
Tudo.
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