Folhas
de papel em branco.
Tenho
medo delas.
Talvez
mais ainda das pautadas.
Fecho
os olhos,
Mas
mesmo assim sei que estão ali.
Continuo
vendo.
Elas
me olham, cochicham,
Espreitam,
encaram,
Julgam-me
com o olhar.
Querem
que eu escreva nelas.
Não
sei o que elas querem,
Porém,
me obrigam.
Não
importa que eu explique
Que
não é a mim que elas buscam.
Com
todo seu branco
Miram
a luz em meus olhos;
Me
cercam.
Terror
psicológico.
Pressão
do Silêncio.
Horas
e horas de constrangimento...
Pego
as palavras que passam,
As
letras perdidas e dou-lhes...
Invento
uma história qualquer
Só
para me deixarem em paz.
Não
satisfeitas, elas querem nexo,
Encadeamento,
mas eu não sei!
Não
acreditam.
Não
se compadecem.
Não
se saciam.
Jogam-me
água no rosto.
Não
me deixam dormir.
Depois
de corrida a noite de tortura
Aceitam
meu famigerado esboço maltrapilho
E
com isso creem ter a razão.
Confirmam
que era eu,
Mas
nunca fui.
Por
isso detesto folhas de papel em branco.
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