sábado, 5 de maio de 2012

Nunca Mais


Olho à noite do alto
As constelações ilhas cidades,
A terra céu mar com suas estrelas
Casas de nobre repouso...
Em certo ponto brilha forte
A chama das queimadas naturais
Do clima seco do centrooeste
E parece querer me mostrar
O fogo que ardia em mim e eu perdi...
Talvez eu tenha cedido-o à Natureza
Ou ela me roubou
Ou tomou de volta o que eu havia furtado.
Pelo furto, puniu-me.
Expôs-me para mim mesmo em toda parte.
O de ontem e o de hoje
Antagônicos, complementares
Dois lados da mesma moeda,
Mas um de frente para o outro.
Os dois iguais, diferentes,
Ninguém sobre ninguém,
- Sobre os dois o universo -
Ambos o mesmo
Se encarando, se enfrentando
Rindo e chorando de si e do outro
Do tempo, da vida, do tempo da vida
Fogo sem chamas
Pelo passado...
Pelo passado que passou e deixou para trás, tempo,
E pelo passado que é o que foi...
Lembrança
Um empurrado para frente,
O outro largado ao crescente olvido.
Para os dois: Nunca mais.

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