Olho
à noite do alto
As
constelações ilhas cidades,
A
terra céu mar com suas estrelas
Casas
de nobre repouso...
Em
certo ponto brilha forte
A
chama das queimadas naturais
Do
clima seco do centrooeste
E
parece querer me mostrar
O
fogo que ardia em mim e eu perdi...
Talvez
eu tenha cedido-o à Natureza
Ou
ela me roubou
Ou
tomou de volta o que eu havia furtado.
Pelo
furto, puniu-me.
Expôs-me
para mim mesmo em toda parte.
O
de ontem e o de hoje
Antagônicos,
complementares
Dois
lados da mesma moeda,
Mas
um de frente para o outro.
Os
dois iguais, diferentes,
Ninguém
sobre ninguém,
-
Sobre os dois o universo -
Ambos
o mesmo
Se
encarando, se enfrentando
Rindo
e chorando de si e do outro
Do
tempo, da vida, do tempo da vida
Fogo
sem chamas
Pelo
passado...
Pelo
passado que passou e deixou para trás, tempo,
E
pelo passado que é o que foi...
Lembrança
Um
empurrado para frente,
O
outro largado ao crescente olvido.
Para
os dois: Nunca mais.
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