Ó
Vossa Majestade,
Que
duros tempos passou o reino!
Quase
fomos dizimados na guerra,
Mas
em momento algum, no início ou meio,
Esmorecemos
ao proteger nossa terra.
Havia
tanta iniquidade!
Cansamo-nos
vez por outra, é fato.
Porém,
cumprimos com nosso dever
E
com nosso suor e sangue, destaco
E
sempre nesta tecla volto a bater,
Afastamos
os exércitos inimigos
Podendo
novamente viver em paz.
Vislumbre
os maravilhados olhos do povo,
Agora
cheios de vida, entusiasmados cada vez mais
Gritando
que, pela liberdade, fariam tudo de novo.
Todos
cederam-lhe abrigo
Quando
os estrangeiros lhe queriam a cabeça.
Cada
um com o pouco que tinha,
Que
isso a história não esqueça,
Demonstrou
na prática a lealdade à rainha.
Agora,
nos bons e doces ventos,
A
honra de retribuir a todos, terá.
Querendo-nos
fazer justiça
Pode
proceder de forma má.
Com
isso, dos cidadãos o ânimo se atiça.
Mas,
o poder de seu cetro bento
Há
de lhe demover da atual idéia
De
diferenciar a quantia do prêmio
Para
cada abelha da colméia
Julgando-as
pela atitude e gênio.
Não
ceda a essa arapuca.
O
que pode criar dissensão só fragiliza.
Há
para todos suficiente recompensa.
Não
o súdito, mas o amigo avisa
Para
que não se deixe a atmosfera tensa.
O
poder da coroa hoje caduca.
E
melhor que qualquer acontecimento
É
o bem estar e entendimento geral.
Por
isso, à sua frente eu me sento.
Não
para apreciar seu juízo bem ou mal,
Mas
estou aqui defronte
Para
dizer que condenar não se aconselha
Àquele
que por mais que tudo deite
Sua
condição não se assemelha
À
de quem lhe garantiu, no refúgio, deleite.
Nas
batalhas de ontem
Deram
igualmente tudo o que podiam
E
no julgamento relativo, que é o justo,
Foram
igualmente fiéis e acudiram
Prontamente
e a qualquer custo.
Se
justa é o que pretender ser,
Semeie
a igualdade entre os súditos,
Esforce-se
ao máximo e retribua
O
povo trabalhador, leal e lúdico.
Dê
o céu, o mar, o sol e a lua.
Agora,
Vossa Majestade, chama-la-ei por Você
Já
que respeito e camaradagem são nossa única lei.
Distribuindo
o prêmio em partes iguais
Não
há mais cetro, coroa, rainha ou rei.
Os
cidadãos, tendo recebido o máximo, não temerão jamais.
Tendo
o esforço reconhecido,
Tanto
o fraco quanto o forte,
Com
a inteligência ou com a destreza,
Defenderão
com ardor até a morte
A
nossa incomensurável riqueza:
A
cooperação, o empenho, a igualdade e o respeito.
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