segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Rainha, Os Súditos e A Igualdade



Ó Vossa Majestade,
Que duros tempos passou o reino!
Quase fomos dizimados na guerra,
Mas em momento algum, no início ou meio,
Esmorecemos ao proteger nossa terra.

Havia tanta iniquidade!
Cansamo-nos vez por outra, é fato.
Porém, cumprimos com nosso dever
E com nosso suor e sangue, destaco
E sempre nesta tecla volto a bater,

Afastamos os exércitos inimigos
Podendo novamente viver em paz.
Vislumbre os maravilhados olhos do povo,
Agora cheios de vida, entusiasmados cada vez mais
Gritando que, pela liberdade, fariam tudo de novo.

Todos cederam-lhe abrigo
Quando os estrangeiros lhe queriam a cabeça.
Cada um com o pouco que tinha,
Que isso a história não esqueça,
Demonstrou na prática a lealdade à rainha.

Agora, nos bons e doces ventos,
A honra de retribuir a todos, terá.
Querendo-nos fazer justiça
Pode proceder de forma má.
Com isso, dos cidadãos o ânimo se atiça.

Mas, o poder de seu cetro bento
Há de lhe demover da atual idéia
De diferenciar a quantia do prêmio
Para cada abelha da colméia
Julgando-as pela atitude e gênio.

Não ceda a essa arapuca.
O que pode criar dissensão só fragiliza.
Há para todos suficiente recompensa.
Não o súdito, mas o amigo avisa
Para que não se deixe a atmosfera tensa.

O poder da coroa hoje caduca.
E melhor que qualquer acontecimento
É o bem estar e entendimento geral.
Por isso, à sua frente eu me sento.
Não para apreciar seu juízo bem ou mal,

Mas estou aqui defronte
Para dizer que condenar não se aconselha
Àquele que por mais que tudo deite
Sua condição não se assemelha
À de quem lhe garantiu, no refúgio, deleite.

Nas batalhas de ontem
Deram igualmente tudo o que podiam
E no julgamento relativo, que é o justo,
Foram igualmente fiéis e acudiram
Prontamente e a qualquer custo.

Se justa é o que pretender ser,
Semeie a igualdade entre os súditos,
Esforce-se ao máximo e retribua
O povo trabalhador, leal e lúdico.
Dê o céu, o mar, o sol e a lua.

Agora, Vossa Majestade, chama-la-ei por Você
Já que respeito e camaradagem são nossa única lei.
Distribuindo o prêmio em partes iguais
Não há mais cetro, coroa, rainha ou rei.
Os cidadãos, tendo recebido o máximo, não temerão jamais.

Tendo o esforço reconhecido,
Tanto o fraco quanto o forte,
Com a inteligência ou com a destreza,
Defenderão com ardor até a morte
A nossa incomensurável riqueza:

A cooperação, o empenho, a igualdade e o respeito.

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