Lembro então que realmente há no
céu ainda
Aquelas estrelas que moram na
memória.
A voz da natureza não está finda.
Sussurra o vento e os sapos cantam
histórias.
Essa fumaça que sobe das chaminés
O cheiro e o suave crepitar da
lenha
Vivem o mundo sem pressa, sem
bacharéis
Da vida do campo, na serra. Ah,
pois venha
Sopro frio do princípio de
primavera!
Permito-lhe apagar o fogo da
lareira
Se eternizar a placidez desta
atmosfera.
O coaxar, os grilos, nem eira nem
beira,
Eu, silêncio e amplidão. Sempre!
Quem me dera!
Não há quem vivendo essa noite,
não o queira.
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