quarta-feira, 30 de maio de 2012

Noite na Serra



Lembro então que realmente há no céu ainda
Aquelas estrelas que moram na memória.
A voz da natureza não está finda.
Sussurra o vento e os sapos cantam histórias.

Essa fumaça que sobe das chaminés
O cheiro e o suave crepitar da lenha
Vivem o mundo sem pressa, sem bacharéis
Da vida do campo, na serra. Ah, pois venha

Sopro frio do princípio de primavera!
Permito-lhe apagar o fogo da lareira
Se eternizar a placidez desta atmosfera.

O coaxar, os grilos, nem eira nem beira,
Eu, silêncio e amplidão. Sempre! Quem me dera!
Não há quem vivendo essa noite, não o queira.

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