A idade que eu tenho,
Tenho
mais, tenho menos,
Não
tenho mais.
Olho-a,
e ela está errada.
Sou
mais velho.
Às
vezes mais novo.
O
tempo, ignoro-o.
Tenho
meu próprio tempo.
Caminho,
sigo
Indo
e vindo
Vivo
e revivo
E
ainda quando menor é minha idade,
Acumulo,
adiciono.
Não
aceito o que está,
A
que estou.
Para
Kierkegaard,
Desespero.
É
bem verdade que desespero
por
não esperar,
Mas
creio ser combustível
Para
ser relativo,
Brincar
com o tempo
Como
ele brinca conosco,
Aceitá-lo
para, nas regras dele,
Sobrepujá-lo.
Não
vencê-lo, pois é impossível,
Porém
poder competir.
Não
corro atrás dele,
Mas
em sentido contrário
Até
dar de frente com ele.
Se
canso, sento, paro, aguardo
E
quando ele passa correndo, quase voando,
Ponho
o pé na frente.
Quando
ele cai, me levanto e corro.
Assim
passo o tempo.
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