É
possível lembrar daqueles dias
Em
que só se via a terra.
Sequer
imaginava que debaixo dela
A
grama já principiava o crescimento.
Quando
sugiram os primeiros sinais de verde
A
curiosidade se deteve sobre eles;
Aquele
formidável tapete macio
Fazia-se
parecer inocente novidade.
Com
o dia a dia, cai no esquecimento.
Simultaneamente
muita coisa acontece
E
há muito mais com que se refestelar
Do
que o que já é passado velho e sabido.
Até
que uma hora, cedo ou tarde,
Se
admira ter se tornado também
Curiosidade
já visitada; Passado
Velho
e sabido por tudo e por si mesmo.
A
Biologia explica o metabolismo.
A
Psicologia e a Psicanálise, a mente.
Mas,
saber só sabe quem sente.
Quem
sente, percebe que sente e pensa nisso.
No
mais dos casos, passa inconscientemente,
Apesar
de em todos deixar a mesma marca.
O
processo é o mesmo, porém não se pode vê-lo,
Apenas
se se é ciente de que acontece.
Se
sente, pressente...
Então
se está entre a juventude e a velhice,
Esta
preparação para a morte, não o sono.
Este
pode ser ensaio para a morte,
Contudo
é preparação para a vida.
Depois,
porém, se torna meio de espera,
Quando
o ensaio da vida
Já
se passou dos epílogos e posfácios
E
estão em fase de revisão.
Às
vezes, os posfácios e epílogos
Lhe
são tirados repentinamente da mão
Sem
que seja possível concluí-los.
Às
vezes nem se tem idéia deles.
A
revisão... Besteira.
Revisa-se
o que não pode ser mudado.
A
escrita é inapagável.
As
rochas demoram a erodir...
São
quase eternas.
Na
revisão sobressaem os erros,
Tortura
o incorrigível das falhas.
Seria
tão ruim pular essa parte?
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