A
vida é um fim em si,
caminhada
longa ou curta
Em
direção ao próprio término.
Isso
a faz ser natural.
É
somente sentir.
A
minha, eu a deixo ir,
Vaga
para onde ela quiser
E
eu também vou para onde bem entendo.
Às
vezes nos esbarramos por aí
Em
encontros agradáveis.
É
como um amigo que,
Pelo
hábito, parece ser menos
Do
que realmente o é.
Já
quando a distância,
De
qualquer tipo que seja,
Faz
o encontro ser esporádico,
Na
presença ou na ausência,
Se
percebe o grande amigo.
Assim
trato a vida.
No
andar despreocupado
Com
o onde vou chegar,
Contemplo
toda a estrada
Não
como um caminho,
Mas
sim como o próprio objetivo
Em
sua probabilidade de sê-lo.
Se
sente perdido somente quem
Não
sabe onde vai ou o que procurar,
Que
caminho seguir, pois quer chegar.
Eu
não sigo o caminho, pois não há.
Todo
espaço é lugar e aqui estou.
Com
isso, desfruto de toda a estrada
E
estou sempre no prazer do objetivo alcançado.
O
sentido da vida é ela mesma.
Aqueles
que esperam algo para além dela
São
justamente os que menos lhe dão valor.
Não
compreendem a completude da vida
E,
sem saber o que é,
Por
crer que algo falta a lhe dar sentido,
Sonham
com outra coisa
Mas
não sabem explicar o que falta,
Pois
não é nada.
A
vida é total em si,
Tendo
como parte final,
Ilustre
fechamento,
A
morte.
Esta
deveria ser celebrada,
Pois
completa a vida em seu início, meio e fim.
É
inevitável a todo ser vivo.
É
o único direito imprescritível,
De
fato inalienável e irrenunciável.
É
a parte mais importante da vida.
É
ela que decide quem fica para a posteridade.
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