Amanhã,
1º de junho...
Mas
na agenda dos meus versos
O
seu próprio calendário
Diz-me
que amanhã é 1º de maio.
Enquanto
antes adiantei-me no tempo,
Agora
a cada dia que passo,
Parece
que volto dois mais.
Mas
agora, o navio em que viajo,
Atraquei
no cais.
Vou
passar aqui o feriado.
Amanhã,
Dia
do trabalhador, não do trabalho,
No
sábado ensolarado
Descansarei
do que me prende:
Meu
servicinho estúpido
Que
não me permite seguir com o vento
A
descobrir novas paisagens e caminhos.
Odeio-o,
mas também amo,
Pois
é meu sustento.
Só
para isso o trabalho serve,
Para
lhe mostrar o sofrimento
Da
vazia obrigação
E
depois, ao final do expediente,
Mostrar-lhe
a alegria da liberdade
(Que
você não tem)
Que
você pode desfrutar todo dia,
(Apesar
de ser noite. O sol já se vai)
E
assim, apreciar o instante
(Bem
curto)
Em
que se pode relaxar.
Vemos
assim o quanto é valioso
Cada
feliz segundo da vida
Cada
momento que temos perdido
Sob
o fardo doloroso
Da
exploração no trabalho.
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